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	<title>Só mais um ponto de vista</title>
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		<title>Só mais um ponto de vista</title>
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		<title>A gata e a morte</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 04:22:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dogasal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu até gosto dos animais, mas de uma forma comedida. Acho legal a possibilidade de tê-los por perto mas a obrigação agregada me incomoda. Enfim, tento explicar que sou simpático aos animais &#8211; simpáticos &#8211; e era simpático a esta gata, pois havia uma gata. Esta gata ficava sempre ao portão. Em algum momento ela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=280&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu até gosto dos animais, mas de uma forma comedida. Acho legal a possibilidade de tê-los por perto mas a obrigação agregada me incomoda. Enfim, tento explicar que sou simpático aos animais &#8211; simpáticos &#8211; e era simpático a esta gata, pois havia uma gata.</p>
<p>Esta gata ficava sempre ao portão. Em algum momento ela passou a parar ali pois alguém, se não me engano, colocava comida em um pote. A gata era simpática, miava na medida certa, cativava na medida certa, sendo meiga. Eu esqueci de especificar que, apesar da minha simpatia aos animais, sou tanto quanto antipático aos gatos. Acho bichos interesseiros de mais, chegam perto apenas para vantagem e estarão sempre olhando para você desconfiado, como se fosse um inimigo, uma ameaça. De qualquer maneira, esta gata era diferente. Sabia me cativar mesmo que, ainda assim, fosse mais um animal interesseiro.</p>
<p>A gata, como eu disse, ficava ao portão. Eu trabalho de madrugada e, era muito comum que, ao sair e ao chegar, ela estivesse por ali. Cativante como era, eu passei a comprar comida para ela e a alimentar com especiarias delicadas. Ela me fazia sentir bem de alguma forma, com sua dependência e servidão interesseira, eu a mimava com guloseimas. Desenvolvemos uma relação ao longo de alguns dias &#8211; e noites &#8211; e nos cumprimentávamos, sentíamos &#8211; gosto de fantasiar &#8211; falta um do outro.</p>
<p>Certo dia eu comprei uma moto. A moto é do tipo bastante barulhenta e isso afugentava a gata. Ela se assustava de mais quando eu chegava e, por mais que depois de parar a moto e desligá-la, ela viesse se aproximar com mais segurança, ainda era possível ver a ressalva. Ela estava assustada e eu não parecia mais tão aconchegante ou atraente. Poucos dias se passaram, esqueci de colocar comida para a gata &#8211; já que saía mais de moto e ela acabava não aparecendo por isso, mesmo que eu não notasse &#8211; e ela, por isso ou por vontade aleatória, ficou em frente ao meu portão.</p>
<p>Neste dia em que esqueci a comida e a gata, parada, descansava ou esperava por algo, aconteceu de um carro que estava estacionado passar por cima de sua cabeça. Desculpe se fui direto de mais mas sou do tipo que não sabe muito bem como florear para uma notícia direta e objetiva como é a morte. A gata morreu, com sua cabeça esmagada.</p>
<p>Eu não soube disso. Curiosamente, cheguei em casa hoje e chamei pela gata, após parar a moto e desligá-la, mas ela não apareceu. &#8211; Bem, pensei, está por aí, descansando ou algo que o valha. Fui deitar.</p>
<p>Ao acordar, saindo, vi que havia sangue do lado de fora do muro. Fui perguntar sobre o que houve e descobri o destino da gata. Eu, perdão se é tema por demais funesto, sou obcecado pela morte &#8211; e pelo fato de que vou morrer &#8211; e qualquer coisa que a envolva, me envolve. A gata não está mais lá. Não mia mais, não a vejo gracejar, e talvez eu tenha tido culpa nisso. Pela negligência, pela omissão, pela frieza&#8230; Enfim, não pretendo me julgar e nem me culpo pelo fato. Apenas senti a clara necessidade de observar que, apesar de ela ter ido embora de forma brutal, para não mais voltar, sua cambuca de água e tigela de comida, continuam lá.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pseudopiniao.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pseudopiniao.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pseudopiniao.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pseudopiniao.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pseudopiniao.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pseudopiniao.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pseudopiniao.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pseudopiniao.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pseudopiniao.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pseudopiniao.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pseudopiniao.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pseudopiniao.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pseudopiniao.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pseudopiniao.wordpress.com/280/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=280&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Steve Jobs</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 02:46:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dogasal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tem gente que se destaca, tem gente que se destaca muito, e tem gente que vira uma lenda. Steve Jobs está no campo das lendas, certamente. O cara não foi só um empreendedor de enorme sucesso, um visionário, um empresário ousado. Foi um ser humano que tentava mostrar alguma coisa, fosse por sua estratégia de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=268&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pseudopiniao.files.wordpress.com/2011/10/steve1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-276" title="Steve" src="http://pseudopiniao.files.wordpress.com/2011/10/steve1.jpg?w=460" alt=""   /></a></p>
<p><em><strong>Tem gente que se destaca, tem gente que se destaca muito, e tem gente que vira uma lenda. Steve Jobs está no campo das lendas, certamente. O cara não foi só um empreendedor de enorme sucesso, um visionário, um empresário ousado. Foi um ser humano que tentava mostrar alguma coisa, fosse por sua estratégia de marketing, fosse por ser realmente quem ele é, o que não faz diferença, afinal.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Eu costumo dizer, nos meus rompantes de autoritarismo e ode à violência que, nos dias de hoje, falta uma identidade ao ser humano. Somos animais sociais, precisamos uns dos outros, nos organizaos em sociedade mas ser apenas humanos não parece &#8211; nem acho que deva ser, em verdade &#8211; conexão suficiente entre nós para que vejamos uns nos outros um semelhante digno de completo respeito e compaixão&#8230; falta algo.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Uma das coisas que imagino ser parte fantástica do fenômeno Jobs é que, de certa forma, esta conexão foi um pouco oferecida por ele. A visão tecnológica, a quebra de paradigmas, reinvenção de conceitos, ousadia, rebeldia, agressividade empresarial, a assertividade com a qual o homem se ergueu e tomou as rédeas de suas vontades e crenças &#8211; ou interesses &#8211; é invejável. Fazer parte disso é fazer parte de uma vanguarda tecnológica que está revolucionando tudo e vai deixar as próximas gerações algo completamente diferente do que encontramos quando chegamos por aqui.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Não colocamos máscaras e saímos às ruas mas fazemos parte dessa conexão. Acompanhamos a importância que os aparatos tecnológicos e redes sociais têm em tudo que acontece agora, inclusive mobilizações &#8211; sejam para finalidades estúpidas como brigas de torcidas ou, aparentemente nobres, como revoluções democráticas pelo oriente médio &#8211; enormes para lutar por um algo qualquer e, ter um apple, ter algo ligado diretamente a esta tecnologia e ter o melhor oferecido &#8211; pois convenhamos, o custo benefício pode não ser válido, mas a apple é o que há de melhor &#8211; faz a diferença na cabeça de muitos. De alguma forma faz o indivíduo sentir melhor. Ali, ele faz parte de um clube, ele, assim como outros  fãs dos produtos e suas funcionalidades, pensam diferente (&#8220;Think Different&#8221;  não poderia ser mais bem aplicado junto nenhuma outra logomarca) e agem diferente.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Na maior parte do tempo o movimento da mudança é incômodo. Quebrar as correntes da inércia e fazer alguma coisa é um processo doloroso, mas há quem consiga fazer com que esse movimento seja natural, seja atraente, até divertido. Grandes líderes levam seus povos pelas suas palavras, conquistam pelos seus discurssos e fazem com que quem ali está, em meio à multidão que ouve o que é dito, olhe para os lados e sinta-se em débito com os outros, com o próximo. Em sumo, o discurso desperta a identidade daqueles que ali estão, os faz sentir iguais e, à partir da igualdade, os faz querer escolher uma direção para, de mãos dadas, caminharem juntos.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Grandes líderes vêm e vão, poucos deles conseguem unir gente muito diferente, menos ainda conseguem unir ignorando grandes distâncias e, acredito, nenhum outro conseguiu até hoje fazê-lo por ser admirado pela forma como modificou &#8211; dinamizando ou não, a questão não é a praticidade &#8211; a vida de todos.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Eu mentiria se dissesse que fico comovido com a morte de Jobs. Não seria de meu feitio até porque, em parte, contraria minhas crenças. Não acho que se deva chorar pelo que aconteceu, mas pelo que deixou de acontecer. Não acho que haja espaço entre tantas realizações para falarmos sobre o que poderia ter sido. Foi tão bom quanto deveria ser, ou melhor, e morrer sabendo disso não tem preço, entretanto, seria ainda menos verdadeiro dizer que, agora, não grita nele um exemplo do que pode vir a ser. Talvez o momento mais importante da revolução da apple seja, com a morte de Jobs, ter os olhos de tantos jovens sedentos por transformações apontados para um mesmo ícone que qualquer um gostaria de seguir. Um bilionário que consegue &#8211; verdadeiramente ou não &#8211; fazer acreditar que a coisa mais importante a se fazer é trabalhar no que se ama, no que se acredita, não se encontra todo dia, afinal.</strong></em></p>
<p><strong><em><br />
</em></strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pseudopiniao.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pseudopiniao.wordpress.com/268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pseudopiniao.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pseudopiniao.wordpress.com/268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pseudopiniao.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pseudopiniao.wordpress.com/268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pseudopiniao.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pseudopiniao.wordpress.com/268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pseudopiniao.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pseudopiniao.wordpress.com/268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pseudopiniao.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pseudopiniao.wordpress.com/268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pseudopiniao.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pseudopiniao.wordpress.com/268/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=268&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Do ódio e seus desdobramentos</title>
		<link>http://pseudopiniao.wordpress.com/2011/09/19/do-odio-e-seus-desdobramentos/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 06:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dogasal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nunca fui, desde que me entendo por gente, do tipo inclinado ao amor incondicional e perdão infinito. Tenho sim uma leve simpatia pela vingança, pela mágoa e pelo rancor, e acho que não soube balancear direito isso tudo quando era mais novo. Odiei muito, muita gente, e me cansei de odiar. Odiar é uma tarefa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=264&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Nunca fui, desde que me entendo por gente, do tipo inclinado ao amor incondicional e perdão infinito. Tenho sim uma leve simpatia pela vingança, pela mágoa e pelo rancor, e acho que não soube balancear direito isso tudo quando era mais novo. Odiei muito, muita gente, e me cansei de odiar. Odiar é uma tarefa cansativa e, em grande parte dos casos, só prejudica quem odeia.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Ao contrário do que possa indicar, não vem aí uma reviravolta na qual eu descubro que não odiar é a solução e que fazer o bem e perdoar é que estão com tudo. Não, nem tanto nem tão pouco. Tal qual odiar sempre cansa, perdoar sempre também. Nem sempre se está pronto para perdoar e, vou além, acho que nem sempre perdoar esteja certo. A idéia do perdão como ato nobre e fantástico por parte de um ser humano me soa como um exagero de proporções bíblicas. Não é natural sofrer e optar por absorver este sofrimento sozinho.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Há, na coisa do perdão, uma idéia fantasiosa idealizada por sei lá quem, de um algo nobre ao qual se serve. Não vamos propagar a violência, o rancor, o ódio, eles dizem, mas isso, na verdade, me parece apenas duas coisas: Arrogância e covardia. Ora, perdoar tudo o que acontece é, ao mesmo tempo, a covardia de confrontar um problema que há, cedo ou tarde, de ser enfrentado – excetuando se vamos deixar o tempo apagar as mágoas e sofrimentos, mas não estamos tratando dos poderes curativos do tempo aqui – e arrogância de achar que você é a pessoa mais indicada para decidir quais atitudes do outro deverão recair sobre ele e quais serão reivindicadas por um terceiro com o dom do perdão. Não somos nós os mais indicados para fazer esta escolha e, principalmente, por mais que seu senso de justiça queira acreditar, dificilmente estaremos perdoando o outro e não a nós mesmos.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Temos que, em algum momento, aprender a aceitar e lidar com a responsabilidade das escolhas que fazemos. A toda ação corresponde uma reação e agir sem jamais enfrentar as conseqüências de seus atos é um sério impedimento para o aprendizado. Sim, estou, portanto, dizendo que só perdoar o tempo todo, só amar e compreender, é errado. É tão prejudicial quanto – ou mais – do que propagar o ódio de forma ativa. Nesta singela omissão de fazer com que outros confrontem-se com suas conseqüências fazemos com que, talvez – pode ser que haja um pouco de poesia na afirmação – quem agiu e gerou problemas sequer chegue a saber que errou, quanto errou e, principalmente, quais seriam as conseqüências deste erro.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Não quero, preciso deixar claro, falando em erros e acertos atribuir um valor definitivo que deva ser seguido, mas quando falo em erros e acertos, falo de uma coisa que, apesar da subjetividade, é bastante objetiva. Falo de responsabilidade e, aqui, considero errado não arcar com ela, e certo aceitá-la, junto de suas conseqüências.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Acho que acabamos criando um mundo de problemas em qualquer relação pelo tal do perdão e do quanto concedê-lo foge à nossa natureza. Se gastássemos menos tempo e energia perdoando e mais deixando claro onde se vê um erro e queimando força de vontade para cobrar as conseqüências de todos que erram conosco, teríamos, acredito, relações mais duradouras ou, na pior, mais sinceras. A força de compreender algo que não consideramos aceitável não é uma virtude.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Acredito, voltando à coisa do perdão e da idéia de que perdoar é correto, que parte do motivo que deveria levar a perdoar é o conhecimento do “erro” e o arrependimento por parte do autor do mesmo, mas como alguém há de se arrepender sinceramente de algo se, no fim, tudo ficou bem? Desculpe a honestidade, mas se eu pudesse simplesmente ir à rua e matar um desafeto para, depois, num julgamento apenas me declarar arrependido, profundamente arrependido, e ser liberado sem sofrer sanções legais, não sei se já não o teria feito. Claro que o exemplo é extremo pois trata-se de tirar uma vida e tudo o mais mas, resguardando as devidas proporções, convenhamos, deve-se perdoar quem é digno do perdão, a princípio e, mais a frente, no tempo em que for digno do mesmo.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Advoguei, um pouco, à causa da vingança e, agora, advoguemos à causa do perdão. Ora, confrontar o erro, arcar com as responsabilidades, são coisas que acontecem imediatamente depois do problema. Se o tempo passou e nada foi feito, ou você foi fraco ou covarde – ou ainda preguiçoso – para fazer o que deveria ter feito e, passado o tempo, carregar o rancor é estupidez.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Acho que sou tão a favor da tal vingança porque bater de volta nivela as pessoas. Ninguém vai se sentir em um patamar superior de virtude onde não errou enquanto o outro errava. Não, nos nivelamos, nos agredimos, nos ofendemos. Erramos na tentativa de lidar com o erro e, daí, acertamos. Posso perdoar depois de agir da forma que acho que deveria ter agido. Daí sim, vem a força necessária para seguir em frente sem pontos mal dados desfazendo suas roupas no futuro. Ate seus nós antes de deixá-los para trás pois é a garantia de que tudo não vai se desfazer – ao menos não por pontos mal dados – no futuro.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Cada vez que você releva – eu, pelo menos – um erro de alguém para poder continuar agindo como se nada tivesse acontecido, você “perdoa” por você e não pelo outro. Se apanhou, bata, e arrependa-se mas arrependa-se de ter batido, não de ter apanhado em silêncio. Desta relação honesta é que sai um perdão honesto e não o perdão que cobra o reconhecimento de terceiros. O perdão que basta por si só e não pelo quão atrativa é a idéia de ser considerado nobre o suficiente para perdoar.</strong></em></p>
<p><em><strong>                Agora sim, citando o tempo e suas propriedades, tudo vai, devagar, assentando, as coisas, certas ou erradas, vão perdendo a importância e passando a pintar o quadro de um passado que por mais que o torne que é hoje, não afeta mais. É lembrança distante que serve para aprender, para contemplar, não para viver como se aquilo fosse o presente. Afinal, mesmo que eu não concorde com a proposta da frase, eles, que atravancam meu caminho, eles passarão, eu, passarinho.</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pseudopiniao.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pseudopiniao.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pseudopiniao.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pseudopiniao.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pseudopiniao.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pseudopiniao.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pseudopiniao.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pseudopiniao.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pseudopiniao.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pseudopiniao.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pseudopiniao.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pseudopiniao.wordpress.com/264/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pseudopiniao.wordpress.com/264/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pseudopiniao.wordpress.com/264/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=264&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um sono, um sonho</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 23:46:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Alguns dias atrás, não por precisão histórica, mas por conveniência da data, completou-se um ano que eu dormia. Um ano inteiro em que tudo o que parecia ter sido vida, foi, ora sonho, ora pesadelo.  Neste sono enorme, como em qualquer outro, havia outros personagens. Interagi com várias pessoas, as conhecia, discutia, concordava, brigava&#8230; Enfim, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=261&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dias atrás, não por precisão histórica, mas por conveniência da data, completou-se um ano que eu dormia. Um ano inteiro em que tudo o que parecia ter sido vida, foi, ora sonho, ora pesadelo.  Neste sono enorme, como em qualquer outro, havia outros personagens. Interagi com várias pessoas, as conhecia, discutia, concordava, brigava&#8230; Enfim, da forma confusa como acontece no mundo dos sonhos, tudo aconteceu na minha vida. Passei de 2010 para 2011, mudei dos 28 para os 29 anos. Curiosamente este sonho transcorreu de forma lógica. Eu fazia as coisas normais do dia a dia, comia, dormia, estudava, namorava&#8230;</p>
<p>O problema é que, nos sonhos, nunca fazemos nada por completo. Estamos à mercê dos caprichos do inconsciente e, bem sabemos, ele pode ser muito melindroso (vide os traumas e recalques que ele resolve enterrar nas profundezas de sua mente por motivo qualquer). O cérebro tem, em conluio com o inconsciente, claro, esta coisa quase militar de manter a integridade e bom funcionamento do seu hospedeiro e, às vezes, estas defesas só machucam.</p>
<p>Enfim, sonhei por longa data. Neste sonho aconteceram várias coisas memoráveis mas, sem dúvidas, a maior delas foi esta relação que vivi. Lembro que, apesar de eu saber que estava muito feliz, não conseguia agir de acordo com a tal felicidade. A mecânica do sonho me envolvia de forma que me era lógico só oferecer se eu recebesse em troca e sabemos bem de como funcionam estas lógicas oníricas&#8230; É como se houvesse uma tabela em que havia do lado direito o que eu faço, e do lado esquerdo o que eu quero em troca. Se não há recíproca, não há entrega. Pode parecer estúpido, acho até que seja, mas, como eu disse, sabem bem da forma ilógica com que os sonhos estruturam a coerência.</p>
<p>Uma coisa que me chama atenção agora é como não parecia necessário agradar esta parceira. No mundo onírico, afinal, as coisas são todas criadas por mim. Elas existem para satisfazer minhas indulgências e não precisam ser aduladas. Elas existem, e isso deve bastar a elas, mas, fosse ou não assim, em algum momento as coisas começaram a mudar. Eu, lá, entorpecido, adormecido, só era. Ela, lá, linda, brilhante, chamativa e colorida como se é nos sonhos, sentia falta. Faltava a tal adulação. Faltava ser reconhecida, faltava que eu a olhasse e, com a gratidão que um devoto agradece aos céus pelo que de bom lhe acontece, dissesse: Graças por você! Àquele sonho não bastava a existência. Era bom de mais pra ser vivido da forma confusa com que os sonhos são levados. Era sublime, especial, e exigia ser reconhecido como tal.</p>
<p>Eu poderia narrar aqui em detalhes, tantos quanto consigo me lembrar, tudo o que vivi neste tempo, mas seria inútil. O fato em si não é o que se viveu, mas o que se deixou de viver. Certo dia, pouco tempo depois de o sonho ter completado um ano, acordei. Com a típica confusão de quem acorda, com a típica surpresa de quem sonhou demais, levantei. Fui procurar um cigarro, mas não achei. Fiquei em dúvida se eu realmente fumava ou se foi apenas o hábito do sonho que me deu esta impressão, já que, no sonho sim, eu fumava. E muito. Talvez pela ansiedade de saber, lá dentro, que um dia aquilo tudo acabaria de forma abrupta, rápido como um abrir de olhos. Enfim&#8230;</p>
<p>Ali, acordado, sentei. Eu sempre preferia ter pesadelos e sempre fui muito incompreendido com isso. A vantagem do pesadelo é que, quando acordamos, voltamos para uma realidade melhor. Nos sentimos aliviados. Adoramos o fato de termos acordado! Ali, sentado, tudo me faltava. Me faltavam os cigarros, me faltavam os hábitos, me faltavam as expectativas, me faltavam as pessoas e, nossa, me faltava ela.</p>
<p>Por horas eu refleti sobre este sonho. Aproveito o tamanho da confusão para esquecer quem eu era antes de dormir. Penso apenas em quem eu queria ser depois de acordar. Sei que, por mais que se tente, dificilmente conseguimos voltar para um mesmo sonho e, mesmo assim, só acontece quando o tempo acordado é mínimo. Já levantei, andei, bebi água&#8230; Não poderia, por mais que eu tentasse, voltar a tudo aquilo. De qualquer maneira não é no sono, não é na inércia, que eu a encontraria. Afinal de contas, o próprio sono e a própria inércia foram o que me fez perder o que eu tanto prezava. É deles que devo fugir.</p>
<p>Incrível como as coisas acontecem de forma caoticamente orquestrada. Lembro que pouco antes de ir dormir e sonhar o tal sonho, assisti a um filme. O filme falava sobre um jovem de 23 anos a quem tudo incomodava. A vida cotidiana, as relações que estabelecia, o desajuste entre seus semelhantes. Cheio de toda essa pressão, o jovem resolve se lançar ao desconhecido. Aceita sua solidão que, convenhamos, é inerente ao ser, e parte sozinho para viver um pouco. Claro, há uma boa dose de radicalismo na forma como o rapaz escolheu seu isolamento. Somos, sim, sozinhos, mas temos nossos momentos de união. Temos as pessoas com quem partilhar nossas pequenas coisas e, aí, nos sentirmos acolhidos. De qualquer forma, isso é suficiente para se saber sobre o filme e, portanto, não falarei mais a este respeito.</p>
<p>Eu vivi na calmaria. Eu vivi a calmaria. Me escondi em um sonho, me escondi da tempestade, mas acordei, e chove. Gosto de pensar que, talvez, esta tempestade seja o pesadelo e, em breve, acabo dormindo novamente e descobrindo que minha realidade é menos opressiva. Talvez, para lá da barreira do sono, tudo seja muito melhor, menos solitário, mas sei também que este é o tipo de esperança irreal que só existe para nos fazer continuar. Flertamos com a possibilidade de acontecer algo extraordinário que sabemos ser incrivelmente improvável.</p>
<p>Daria tudo para voltar ao sonho. Perceba, voltar ao sonho, não a dormir. Dormir é uma maneira eficaz de pular algumas horas, dias, anos, mas não vai me trazer o que perdi. Se não posso voltar ao sonho, se preciso viver contentado com a falta, devo me ocupar, me animalizar. Eu sei que há algo que me chama, mas não sei o que. Não sei quem. É como se a presença só existisse para, na falta, me fazer buscar. Me iludir com o preenchimento de um vazio para que, agora, mais que nunca, eu tente preenchê-lo.</p>
<p>Hoje, enquanto estou acordado, enquanto sinto falta de tudo o que, talvez, jamais tenha chegado a ter, enquanto me pergunto sobre meus cigarros, sobre minhas ambições e sobre meu amor, o filme passa novamente.</p>
<p>Sei que me falta a coerência, talvez até o motivo, mas precisava tentar algo. Esperava que colocar as coisas no papel desta maneira me ajudasse, talvez, a entender a lição que talvez eu possa tirar disso tudo. Uma coisa que não me sai da cabeça é que, se fossemos mais receptivos ao aprendizado, se todos gostássemos mais de entender a forma como lidamos com as coisas, no ruim de tudo, depois de toda relação restaria um carinho pelo aprendizado. Saber no que erramos, se usarmos da lógica, deveria nos fazer errar menos dali em diante e, sabendo disso, por que não nos felicitarmos com os erros que não cometeremos amanhã e depois? Sabem, as relações românticas, como parte da vida, são estruturadas e acontecem em harmonia com nossos hábitos e atitudes do dia-a-dia. O problema é buscarmos algo para que, ao alcançá-lo, possamos descansar. Descansar não faz parte do propósito da vida. A acomodação é um pé na cova. Teremos toda a morte para não sentir a ausência e, até lá, é a ausência que nos mantém vivos. Enfim, cuidado, meu caro, para que na fluência de suas acomodações, não esteja dormindo. Cuida, com cuidado, para que, caso durma, acorde e, muito mais importante, caso sonhe, acorde, levante, e viva. Deixe o sono para quando o sonho e a possibilidade de sonhar forem passadas.</p>
<p>Cuida-te para que, jamais, durma durante seus sonhos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pseudopiniao.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pseudopiniao.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pseudopiniao.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pseudopiniao.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pseudopiniao.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pseudopiniao.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pseudopiniao.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pseudopiniao.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pseudopiniao.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pseudopiniao.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pseudopiniao.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pseudopiniao.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pseudopiniao.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pseudopiniao.wordpress.com/261/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=261&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Inocência</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 05:26:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dogasal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não revisados]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu lembro, não claramente ou com uma análise clara sobre a questão, de gente falando sobre inocência, principalmente nos anos mais tenros, e lembro que, mesmo pouco, pensava a respeito. Certo, conforme vamos crescendo e vendo como as pessoas agem, começamos, timidamente, a dizer sobre um ou outro, mesmo que para nós mesmos, algo como  [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=245&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Eu lembro, não claramente ou com uma análise clara sobre a questão, de gente falando sobre inocência, principalmente nos anos mais tenros, e lembro que, mesmo pouco, pensava a respeito. Certo, conforme vamos crescendo e vendo como as pessoas agem, começamos, timidamente, a dizer sobre um ou outro, mesmo que para nós mesmos, algo como  “nossa, que inocente”.</em></p>
<p><em>Quando estes primeiros ensaios de críticas à inocência alheia começam, geralmente ligamos, ou ao menos eu ligava, essa coisa da inocência com uma visão muito bondosa das coisas. Vamos dizer que, alguém que convidasse de súbito um outro alguém para um algo muito interessante, caro, ou atraente por qualquer motivo, tinha algum interesse por trás. Seria, daí, inocente da pessoa que é convidada não perceber que havia alguma segunda intenção, qualquer que fosse, por trás daquele, aparentemente, inócuo gesto. </em></p>
<p><em>Que orgulho – pensava eu comigo – percebo que o tal cara quer comer a tal menina, que o tal empregador quer tirar mais do funcionário, que a bajulação da criança esconde algum pedido aos pais. Assim se formou minha primeira visão sobre a inocência. Quando os velhos passavam e falavam “blá blá inocente”, eu pensava “é, sei do que este velho fala”.</em></p>
<p><em>Anos passaram. Certo que eu tenho esse hábito que, por mais que seja de meu gosto, também me incomoda bastante, de ficar questionando as coisas à exaustão, mas acabei caindo na fossa da inocência. Agora, mais maduro, qual seria a definição de inocência que se enquadraria bem na minha percepção de mundo? Seria inocente, certamente, pensar que a visão de inocência que desenvolvi tantos anos atrás e com tão pouca experiência de vida, estaria totalmente correta, não?</em></p>
<p><em>Achei, daí, que a tal inocência tinha muito a ver, não apenas a crença de alguém em uma atitude específica qualquer de um outro, com suas crenças em geral. A inocência, se voltarmos aos primeiros exemplos, seria a inabilidade da pessoa de ver que determinadas coisas não são reais apenas por que lhe convém. Sem entrar no mérito da verdade, real, ou mais real, é o que fornece mais indícios. Não ver por não poder ou não querer ver por não convir não torna um fato mais real, torna o observador mais ingênuo.</em></p>
<p><em>Muito bem, posto que este hábito de acreditar em coisas que se evidenciam contrárias seria corretamente chamado ingenuidade, começa a necessidade de definir a causa disso, o objeto “ingenuador”. Ora, evidências de que um convite qualquer seja malicioso fazem com que terceiros julguem alguém por inocente mas, verdade é que, apesar das evidências, o convite pode sim ser sem interesse. Neste caso, os fatos iriam contrariar os números e ser uma espécie de exceção da regra, mas, afinal, toda regra tem a sua. Então, acreditar em alguma coisa que tem uma chance muito pequena de ser verdade poderia ser considerado inocente? Acreditar na preocupação social da empresa, na idoneidade do político, na retidão da auditoria&#8230; Acho que se colocado desta forma, não existe uma pessoa no mundo que não seja de alguma forma inocente. Não há quem de nenhuma forma faça uma, mesmo que leve, distorção na percepção de suas ações ou expectativas para continuar lúcido. Não culpo esta pessoa, de maneira alguma. Que seria da vida sem nenhuma esperança? Se tornarmos a probabilidade de todo e qualquer acontecimento mera estatística, em algum momento o infeliz surta. Em algum ponto limite o “espero que aconteça” se transforma em “vai acontecer”. Não há evidência, claro de que vá acontecer, mas não vou pular daí a chamar o sujeito inocente por se ater a alguma coisa. Eu mesmo, no mínimo, me prendo a crença de que sou uma pessoa inteligente, com uma boa visão crítica, e não sei se há empirismo que pudesse me derrubar esta crença.</em></p>
<p><em>Enfim, mesmo que eu tenha perdido o foco ao longo do texto, acredite no que quiser. Quando chamado de inocente, saiba que a pessoa que te chama com certeza partilha da sua inocência, lembre apenas, que a única inocência excessiva, seria acreditar que, em você, em sua visão de si próprio e da forma como se relaciona, não há inocência alguma.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pseudopiniao.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pseudopiniao.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pseudopiniao.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pseudopiniao.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pseudopiniao.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pseudopiniao.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pseudopiniao.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pseudopiniao.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pseudopiniao.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pseudopiniao.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pseudopiniao.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pseudopiniao.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pseudopiniao.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pseudopiniao.wordpress.com/245/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=245&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Comentários</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Sep 2010 02:34:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dogasal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros anônimos que visitam meu blog, por motivo qualquer que seja, venho vos falar. É claro, pra qualquer um que verificar a data de postagem do último post, especialmente se observar a diferença de intervalo entre os posts regulares do passado e este que acabo de colocar, que o processo de escrever por aqui anda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=240&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Caros anônimos que visitam meu blog, por motivo qualquer que seja, venho vos falar.</strong></em></p>
<p><em><strong>É claro, pra qualquer um que verificar a data de postagem do último post, especialmente se observar a diferença de intervalo entre os posts regulares do passado e este que acabo de colocar, que o processo de escrever por aqui anda meio abandonado.</strong></em></p>
<p><em><strong>O problema não é apenas escrever por aqui, claro, mas escrever na vida em geral. Por algum motivo que vivo tentando identificar, não tenho me sentido atraído o suficiente pelas teclas para batê-las por aqui. Fato é que, mesmo abandonada a publicação de novos materiais, sempre passo por aqui pra dar uma olhadela se alguma alma perdida andou passeando pelos meus quintais ou, muito mais raro, se alguém se identificou o suficiente com algo pra me deixar um comentário qualquer.</strong></em></p>
<p><em><strong>Claro que o teor dos comentários me afeta, mas o simples fato de alguém ter se importado em comentar me parece mais importante. Afinal, nenhum ser-humano está livre da ação de reforços. Os comentários reforçam a minha postagem. Não vou começar a esmiuçar os motivos pelo qual o reforço é funcional e afins, mas minha curiosidade relativa ao blog é, sem dúvida, do impacto que qualquer coisa que eu expresse &#8211; conseqüentemente, qualquer coisa que percebi de determinada forma em algum momento &#8211; afetou o leitor, você, portanto.</strong></em></p>
<p><em><strong>De qualquer maneira fica aqui o pedido, independente do quê você seja partidário, para deixar um comentário furioso, baixo e ofensivo, ou elogioso, meloso e sedoso&#8230; bem como qualquer coisa entre os extremos.</strong></em></p>
<p><em><strong>Enquanto isso, vou me apoiando nos possíveis incentivos de estranhos anônimos &#8211; ou me destroçando na crueldade crítica dos mesmos &#8211; e prometo voltar a colocar alguma coisa aqui, de tempos em tempos. Não que eu ache que a informação seja vital à você, mas, seja como for, se não lhe interessa, prometo ao wordpress! &#8211; Esse blog ainda ouvirá de mim.</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pseudopiniao.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pseudopiniao.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pseudopiniao.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pseudopiniao.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pseudopiniao.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pseudopiniao.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pseudopiniao.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pseudopiniao.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pseudopiniao.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pseudopiniao.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pseudopiniao.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pseudopiniao.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pseudopiniao.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pseudopiniao.wordpress.com/240/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=240&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Justiça Cega</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 03:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dogasal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente votamos a nos deparar com o caso dos Nardoni sendo noticiado incessantemente, com a proximidade do julgamento e a decisão do Júri popular. Eu, particularmente, ao mesmo tempo que fico fascinado com uma coleção de aberrações presentes na forma como a mídia tratou o crime, tenho um enorme asco pela hipocrisia que este tipo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=235&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Recentemente votamos a nos deparar com o caso dos Nardoni sendo noticiado incessantemente, com a proximidade do julgamento e a decisão do Júri popular. Eu, particularmente, ao mesmo tempo que fico fascinado com uma coleção de aberrações presentes na forma como a mídia tratou o crime, tenho um enorme asco pela hipocrisia que este tipo de situação explicita.</strong></p>
<p><strong>Ouvi mais de uma vez falarem que o motivo de todo o clamor popular acerca do caso era a sede de justiça. O caso representaria um ícone da justiça e a nova era que a mesma vive em nosso país. Confesso que não consigo enxergar, nem de perto, no que a decisão deste júri interfira na vida de qualquer cidadão, que não os envolvidos afetivamente com os participantes.</strong></p>
<p><strong>Chegou a haver a presença constante no julgamento da escritora Glória Perez que, como amiga da família, estava mais do que no direito de se colocar ali, mas como figura pública disseminando sua opinião arbitrária nos meios de comunicação, consistia em uma das bizarrices às quais sinto esta repulsa. Veja bem, não discuto aqui o crime, se são ou não culpados ou o efeito da crueldade do assassinato, apenas questiono a abordagem da mídia, que neste tipo de caso, abre mão oficialmente da imparcialidade.</strong></p>
<p><strong><span id="more-235"></span></strong></p>
<p><strong>Não sei, honestamente se os réus são de fato culpados. O que eu vi, claro, como nada mais que um leigo curioso, colhendo as informações que a mídia impressa me traz no periódico que assino, é que os indícios de fato apontam para o casal de uma forma extremamente contundente, entretanto, ao mesmo tempo que sugere que eles tenham sido os autores, não consegue provar. Não conseguir provar, verdade, não faz deles inocentes, mas apenas porque são acusados de um homicídio bizarro e comovente. Bem sabemos que escândalos políticos não provados são sumariamente arquivados, sem mencionar, claro, os que apesar das provas também não dão em nada.</strong></p>
<p><strong>Os réus já eram culpados muito antes da formação do júri. Passaram a ser culpados quando a demanda popular por tragédias começou. Neste momento eles foram, sem direito a defesa, condenados. Quantas vezes ouvi gente expressando o ódio e asco que sentia pelos culpados, sendo que a maioria destas pessoas, quando questionadas, não sabia nada sobre as evidências e argumentos que os investigadores, peritos e promotores usavam. Apenas concordavam, prestavam continência, por assim dizer, às manchetes dos jornais. Se dizia “ASSASSINOS” no cabeçalho, certamente se tratavam de marginais desalmados.</strong></p>
<p><strong>Ouvi poucas horas atrás o advogado de defesa comentando, por exemplo, sobre a desproporção da aplicação das penas. Convenhamos, aplicação das penas máximas à pessoas cujas ações não podem ser provadas parece um pouco exagerado, não? Ouvimos, logo depois de declarada a sentença, tanta gente comentando que a pena era pequena demais. Mereciam apodrecer na cadeia e barbáries do gênero. O que este público manipulado pela imprensa quer não é justiça, é algo entre vingança e puro sadismo.</strong></p>
<p><strong>Recentemente tivemos um indício do tipo de coisa que o povo deseja:</strong></p>
<p><strong>Um dos autores do crime contra o menino João Hélio foi, algumas semanas atrás, beneficiado pela progressão de sua pena, podendo já cumprir em regime semi-aberto, além de ter recebido de uma ONG o direito a uma bolsa que custeava seus estudos ou algo assim. O menino, que foi encaminhado para uma instituição de reabilitação de menores logo após o crime, foi um dos raros casos de um delinqüente juvenil que terminou seus estudos, o ensino médio, no caso, cumprindo pena.</strong></p>
<p><strong>Acho interessante citar este caso pois tem algumas semelhanças com o caso dos Nardoni no que diz respeito ao tratamento dispensado pela mídia e, principalmente, no espírito suíno, na vontade de chafurdar na lama que domina estes curiosos que cercam tribunais e delegacias e tenta agredir advogados de defesa e réus. Essa gente não quer justiça. Nunca quis. Quer um “Judas”. Não importa muito se o Judas é ou não culpado de alguma atrocidade. Interessa o que a maioria pensa. Linchar alguém só é imoral se o grupo que deseja fazê-lo é pequeno. Tendo gente suficiente disposta a participar, vira festa da justiça popular.</strong></p>
<p><strong>Os meninos que arrastaram o João Hélio estavam desarmados. Eram jovens, gente que cresceu nas favelas, educados pelas escolas, quando educados. Escolas públicas que são declaradas pelo governo instituições sem qualidade, afinal, por que outro motivo haveria cotas para estudantes oriundos da rede pública de ensino? Eram jovens, marginalizados, que não tiveram educação e oportunidades dignas porque os impostos desta mesma gente que quer linchar os Nardoni foram desviados por algum político, cujas mãos eles apertam com sorrisos ao receber uma camiseta com a cara do meliante estampada. Cometeram uma barbárie, claro, mas isso tira de qualquer um deles o direito à reabilitação? Os jovens não têm mais o direito de se endireitar? O que falta nesta gente é fé na reabilitação, na justiça, ou humanidade, compaixão? Eu arriscaria que o que falta, além, é claro, de educação e cultura, é auto-estima.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pseudopiniao.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pseudopiniao.wordpress.com/235/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pseudopiniao.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pseudopiniao.wordpress.com/235/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pseudopiniao.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pseudopiniao.wordpress.com/235/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pseudopiniao.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pseudopiniao.wordpress.com/235/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pseudopiniao.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pseudopiniao.wordpress.com/235/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pseudopiniao.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pseudopiniao.wordpress.com/235/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pseudopiniao.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pseudopiniao.wordpress.com/235/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=235&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Consumidor Brasileiro</title>
		<link>http://pseudopiniao.wordpress.com/2010/03/23/consumidor-brasileiro/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 04:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dogasal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não revisados]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Salgado, um pobre infeliz que precisa se sujeitar aos caprichos dos serviços essenciais privados do seu estado, no último domingo viveu um dia que resume sua condição de consumidor. Ao meio dia, mais ou menos, de o que dizem ser um dia lindo (ele próprio discorda. O dia era quente demais e claro demais, mas&#8230;) [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=231&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Salgado, um pobre infeliz que precisa se sujeitar aos caprichos dos serviços essenciais privados do seu estado, no último domingo viveu um dia que resume sua condição de consumidor. Ao meio dia, mais ou menos, de o que dizem ser um dia lindo (ele próprio discorda. O dia era quente demais e claro demais, mas&#8230;) faltou luz. Ele estava em casa, fazendo alguma coisa qualquer quando tudo apagou.</strong></p>
<p><strong>Ele, que não queria de forma alguma sair de casa naquele sol terrível esperou um pouco para ver se a luz voltava. Mais de uma hora passou, o calor aumentou, a falta de um ventilador ou ar-condicionado se tornou insuportável e ele resolveu sair. Foi avisado, enquanto estava na rua, que um pouco depois das 16:00 do mesmo dia a luz retornou. Bom – pensou ele  – posso voltar para minha casa e continuar meus afazeres usuais de um final de final-de-semana.</strong></p>
<p><strong>Terminava de assistir a um jogo de futebol quando começou uma chuva inacreditável. Enquanto se preocupava em como retornar para sua casa, recebeu uma ligação e foi comunicado de que novamente faltava luz (eram aí por volta das 19:00 horas). Resolveu passar mais tempo fora para minimizar o desconforto da falta de energia. Horas se passaram, resolveu voltar para sua casa, já perto do amanhecer, quando, certamente, a luz teria retornado e ele poderia dormir confortavelmente.</strong></p>
<p><strong>Virando a esquina viu tudo apagado. Ficou extremamente decepcionado mas não era o fim do mundo. Estava cansado o suficiente para dormir, mesmo com o calor infernal que fazia. Nada que um banho frio e ir direto para a cama não resolvesse. Dito e feito. Banhou-se, foi deitar ainda molhado e conseguiu dormir. Acordou às 09:30, suando em bicas. Ainda faltava luz.</strong></p>
<p><strong><span id="more-231"></span></strong></p>
<p><strong>Decididamente era impossível continuar aturando aquela situação, portanto, levantou-se e foi verificar junto a concessionária que prestava o serviço de iluminação na sua cidade (Light). Com uma conta telefonia em mãos foi ao único telefone da casa que funcionava mesmo sem energia e ligou. Ouviu uma mensagem da operadora de telefonia fixa que lhe atende (Oi ou Telemar&#8230; Ele não sabia mais qual era o nome) dizendo: “Este número não corresponde a um serviço ativo”</strong></p>
<p><strong>“Estranho” – pensou. Ligou novamente, e ouviu a mesma mensagem. Ligou mais algumas vezes e sempre ouvindo a mesma mensagem. Desistiu de tentar falar com o número do serviço de emergência e ligou para a ouvidoria da empresa. Ocupado. Mais algumas tentativas e o sinal de ocupado permanecia.</strong></p>
<p><strong>Incerto sobre se os telefones estariam corretos, ligou para o serviço de auxílio à lista telefônica (No rio, Telemar – ou OI – é o 104). Um máquina o atendeu. Ele particularmente se revolta muito quando é obrigado a falar com uma máquina. Chamou sua irmã e ficou ao lado dela enquanto ela conversava com o tal robô tentando conseguir o telefone de emergências da Light.</strong></p>
<p><strong>A máquina disse:</strong></p>
<p><strong>- Diga o nome do serviço que procura.</strong></p>
<p><strong>- Light – disse ela.</strong></p>
<p><strong>- Você pediu por Smart Delivery – disse a máquina</strong></p>
<p><strong>- Não – retorquiu sua irmã</strong></p>
<p><strong>- Diga o nome do serviço que procura – repetiu a máquina</strong></p>
<p><strong>- Light – disse sua irmã</strong></p>
<p><strong>- Você pediu por Smart Delivery – respondeu a máquina.</strong></p>
<p><strong>Patrícia, sua irmã, repetiu o processo algumas vezes até que por providência divina, sorte, acaso, falta de luz&#8230; Algum motivo qualquer fez com que sua ligação saísse das mãos do robô para um atendente de carne e osso. Ela pediu novamente o telefone da Light e finalmente lhe dera. Era o mesmo que tentaram ligar mais cedo e a Telemar (ou OI) informou não ser um número de serviço ativo.</strong></p>
<p><strong>Inconformados com a impossibilidade de reclamar, retomaram seus afazeres. Ela foi para a faculdade e ele para a auto-escola. Aí regulavam as 11:00 de segunda-feira. Quando retornou para sua casa, lá pelas 19:30, constatou felicíssimo que a luz havia voltado. Ele conseguiria dormir sem desidratar, ouvir música, usar a internet&#8230; Assim pensava. Ligou o computador e notou que havia algo de errado com sua conexão. Foi verificar os componentes e viu que o modem havia queimado. Pegou o telefone sem fio que, ao menos ele, agora funcionava. Ligou para a Oi Velox, sua operadora de internet banda larga. Um robô atendeu sua ligação. O robô insistia em querer ouvir da boca do pobre rapaz, que já beirava um surto psicótico, qual era o problema. Ele tentou, depois de apenas xingar a máquina por minutos a fio na esperança de que um ser humano o atendesse e disse:</strong></p>
<p><strong>- Reparo!</strong></p>
<p><strong>No que a máquina retrucou:</strong></p>
<p><strong>- Entendi! Serviços.</strong></p>
<p><strong>Depois de algum tempo, ele, malandro, conseguiu descobrir um “atalho” para fazer a máquina transferi-lo para um humano. Este novo caminho o fazia perder apenas uns 2 minutos, e não os 4 ou cinco com os quais estava habituado. Tentou umas 8 ou 9 vezes ficar esperando por alguns minutos o tal ser humano que, para sua surpresa, não foi nada mais cordial que a mulher de lata. Sequer diziam “Oi”. A ligação apenas caía.</strong></p>
<p><strong>Era demais. Ele não conseguia mais passar por aquele constrangimento de ser caçoado por uma máquina. Desligou o telefone e esperou para no dia seguinte entrar em contato logo nas primeiras horas da manhã para conseguir, finalmente, falar com alguém.</strong></p>
<p><strong>Daí por diante a </strong><em><strong>via crúcis</strong></em><strong> estava finalmente terminada. A totalidade dos serviços se restabeleceu umas 26 horas depois. Salgado sabia apenas que tinha que expressar sua revolta com a completa impotência e falta de respeito com a qual os usuários de serviços essenciais (Telefone, luz e água, que esqueceu de mencionar mas começou a faltar na segunda-feira pela manhã) são tratados por aqui. Queria ele ter o privilégio de precisar exagerar numa narrativa de uma situação hipotética mas, nem isso as concessionárias lhe permitiram, afinal, se exagerasse qualquer coisa a mais, precisava inventar um assassino com serra elétrica e camisa da Light ou Oi.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pseudopiniao.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pseudopiniao.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pseudopiniao.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pseudopiniao.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pseudopiniao.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pseudopiniao.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pseudopiniao.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pseudopiniao.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pseudopiniao.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pseudopiniao.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pseudopiniao.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pseudopiniao.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pseudopiniao.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pseudopiniao.wordpress.com/231/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=231&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Amizade e saudade</title>
		<link>http://pseudopiniao.wordpress.com/2009/12/26/amizade-e-saudade/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 03:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dogasal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não revisados]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar de farto, é difícil começar a discorrer sobre o tema. Falar de saudade é muito intenso, vivo. Há muita memória por trás de uma saudade pra contextualizá-la e, sem a memória, falar do simples objeto da saudade é vago demais. Cabe aí apenas a interpretação de cada um, o que é, claro, válido, embora [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=229&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><strong>Apesar de farto, é difícil começar a discorrer sobre o tema. Falar de saudade é muito intenso, vivo. Há muita memória por trás de uma saudade pra contextualizá-la e, sem a memória, falar do simples objeto da saudade é vago demais. Cabe aí apenas a interpretação de cada um, o que é, claro, válido, embora aqui eu queira mesmo expressar é a minha saudade. A amizade é igualmente um tema tão vasto que torna a tarefa de falar dela, falar com o coração, muito árdua. São tantos os pontos marcantes de ambas que é difícil demais escolher um lugar e dali começar. Os amigos, as pessoas que partilham de algo muito intenso e inexplicável com você, são um extensão da sua vida. É como se para narrar uma amizade com o devido respeito à sua importância, se fizesse necessário contar a história de toda a vida da pessoa que a narra, história esta, diga-se de passagem, detentora de tantos momentos, tantas sensações, com as quais a saudade automaticamente se associa.</strong></p>
<p><strong>Houve de eu assistir hoje um daqueles  vídeos de youtube com uma música de um indiano e uma legenda engraçada em português com palavras que soavam semelhante. Esse vídeo específico me lembrou de um amigo específico, de quem tenho muita saudade, e esta saudade é que quer ser escrita aqui.</strong></p>
<p><strong>É claro que existem diferentes tipo e tempos de relação para que duas pessoas chamem-se amigas, e eu, particularmente, gosto das grandes histórias. De pessoas que se conhece novo, com muitas opiniões equivocadas sobre tudo, e que junto com você vão vivendo estes equívocos. Gente com a qual se encontra em diferentes momentos, com necessidades diferentes, visões, sonhos&#8230; Gente que ouviu seu desabafo de problemas que hoje são tão banais, mas faziam tremer o mundo na ocasião em que foram confidenciados. Essa gente que acompanha a expressão de seu rosto mudar para abarcar os anos de experiência que os vão moldando. Gente da qual se sabe muito sobre a vida, sobre a pessoa, sobre os sonhos, pensamentos, medos. Gente para a qual a exposição já é tão cotidiana que não gera qualquer desconforto. Essa gente que se chamaria de família se ela pudesse ser escolhida por nós.</strong></p>
<p><strong>Essa saudade que me bateu é embalada provavelmente por dois fatos. A inevitável sensibilidade natalina e o seu casamento, próximo. Tudo isso mais um natal e o casamento fazem pensar nos anos que se passaram, nos que ainda vão passar, e no agora, claro.</strong></p>
<p><strong>Desde muito cedo eu me dei conta de que a proximidade com os amigos tende a se esticar com o passar dos anos. Encontros diários passam a ser semanais, mensais, semestrais&#8230; Assim eles vão se distanciando enquanto as vidas tão próximas, tão interligadas em um passado de muitas histórias, vão seguindo rumos opostos. Chegamos a uma idade em que os anseios mais particulares, mais individuais vão se fazendo intensos, e temos, claro, que sacrificar muito por eles. Com esta distância muitas amizades esfriam, algumas acabam, outras de certa forma se fortalecem.</strong></p>
<p><strong>É muito gratificante ver a satisfação estampada na expressão, que você viu mudar, diga-se de passagem, quando se abraçam apertado em um reencontro. Além da enorme satisfação de ser querido por gente que se quer tão bem, a pessoa passa a ser um ícone para um determinado tanto de passado.</strong></p>
<p><strong>A amizade, este querer bem, deve ser algo, respeitando as proporções, claro, como o carinho que se tem por um filho. Ver a satisfação alheia é bem suficiente para que você se sinta também satisfeito, mesmo alfinetado pela saudade ora ou outra. Este bem-querer incondicional, sem expectativas, é o que mais me deixa claro se eu me sinto ou não amigo de alguém. Esta inclusive acredito eu ser a diferença entre a amizade, o amor de amigo, e o amor romântico. O amor romântico é muito intenso, mais do que a amizade, inclusive, mas muito condicional, não que venha ao caso a discussão agora.</strong></p>
<p><strong>Eu queria escrever uma carta para um grande amigo, de quem sinto esta saudade agora, mas achei muito mais interessante colocar aqui em palavras um pouco do que é esse querer para mim. A vantagem é que pela inspiração de um momento eu posso esclarecer aqui para outros queridos amigos meus a forma como eu vejo sua amizade. Pode ser preguiça, mas preguiçosa ou não, a declaração é sincera, e aproveitando os embalos desta histeria de final de ano, acho que seria cabível lhes dizer que desejo a todos estes queridos (mesmo os dos quais estou distante há tempos, sem notícias) não um feliz 2010, mas uma linda vida. Não posso desejar felicidade plena ou infinita pois eu sei que ela não existe, mas desejo muita realização, muitas lágrimas, muito dinheiro, que mesmo sendo o flagelo humano é bom de mais, e sobretudo, muita saudade. Acho que pode-se medir a intensidade de uma vida com a quantidade das coisas das quais se tem saudade e, sendo assim, diferente da felicidade, finita, transitória, lhes desejo toda uma transbordante de saudades.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>PS: Agradeço aqui, sinceramente, a toda companhia da qual me recordo e sorrio, pensando em algo que mesmo passado, me faz presente.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pseudopiniao.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pseudopiniao.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pseudopiniao.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pseudopiniao.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pseudopiniao.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pseudopiniao.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pseudopiniao.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pseudopiniao.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pseudopiniao.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pseudopiniao.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pseudopiniao.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pseudopiniao.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pseudopiniao.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pseudopiniao.wordpress.com/229/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pseudopiniao.wordpress.com&amp;blog=7292335&amp;post=229&amp;subd=pseudopiniao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Todo o tempo do mundo</title>
		<link>http://pseudopiniao.wordpress.com/2009/11/23/todo-o-tempo-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 02:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dogasal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><strong>Hoje, por motivo que não acrescenta nada à questão, visualizei uma situação na qual alguém dizia a outro alguém: Temos todo o tempo do mundo. Que frase idiota, pensei, é claro que não temos todo o tempo do mundo. Temos um tempo desconhecido até a morte que; mesmo demorando muito para chegar, está muito longe de um “todo o tempo”.</strong></p>
<p><strong>Claro que a minha tendência a ver as coisas de forma mais limitada interfere diretamente no julgamento da tal oração e, por isso, resolvi repensar o assunto. De fato,meu pré-julgamento da frasezinha começou rapidamente a se mostrar equivocado. Ora, quando morrermos deixaremos invariavelmente coisas inacabadas. Sendo homem, humano, é certo que algumas várias aspirações ficarão na lembrança de alguém que as tenha ouvido de você, mas tendo concluído ou não o tal projeto ao qual ambicionava, ter feito o que poderia ser feito – em vida – é suficiente para quem desconhece o seu “deadline”.</strong></p>
<p><strong>Dia mais, dia menos, o “deadline” chega e, tendo ou não completado seu serviço, ele e todo o resto serão encerrados. Vale, portanto, uma máxima Lacaniana com a qual simpatizo: “O homem vive por desejos, sonhos, e não conquistas.” A conquista é uma conseqüência de se sonhar com algo com muita força. Sonhar tanto que se trabalha para conseguir. O mal de conseguir é, novamente citando o homem, estar fadado a não mais querer.</strong></p>
<p><strong>Poderia falar, usando o raciocínio acima, de quaisquer tipos de sonhos ou ambições, mas prefiro aqui me concentrar apenas nas relações humanas. Você querer ser mais próximo de alguém, querer expressar algo que sente para alguém, querer fazer mais por alguém&#8230; Todos são, de certa forma, sonhos, ambições. Atropelar as coisas na tentativa de conseguir chegar perto de outro ser humano a fim de apaziguar suas urgências geradas por “deadlines” imaginários pode ser muito prejudicial.</strong></p>
<p><strong>Falo disso pois eu, hipocondríaco como sou, tive durante grande parte de minha vida este sentimento constante de urgência. De que as coisas precisam acontecer num dado intervalo pois exceder este tempo pode ter como preço a irreversibilidade de algo qualquer relacionado a ele, como a própria morte, interrupção das interrupções que, por sua inevitabilidade e amplitude, acaba se fazendo presente em qualquer tema que seja, além de tantas outras pequenas ou grandes coisas que podem acontecer e mudar tudo, sem chance de retorno.</strong></p>
<p><strong>Enfim, nos dias de hoje pareço estar me desgarrando da idéia da urgência. Dificilmente algo que urge será uma boa coisa, apesar de termos certeza das exceções. Algo que urge, em geral, portanto,  é algo longamente reprimido ou algo que o tempo não tarda em inviabilizar. Seja como for, os fatores externos e naturais são de relevância extrema e precisam ser respeitados em toda sua grandeza. Atropelar o tempo, passado, presente ou futuro, é tão tolo quanto atropelar com sua bicicleta um Boing 747.</strong></p>
<p><strong>O que acontece com o pobre infeliz que sente constantemente o raiar do dia de seu “deadline” é que tudo que lhe importa acaba sendo, de uma forma ou de outra urgente. No final tudo vira uma enorme urgência atrapalhada onde há tanto que se deve cuidar com prioridade que fica difícil cuidar bem de poucas coisas, se é que se consegue cuidar bem de apenas uma que seja. Muito cuidado ao abarcar novas urgências no seu cotidiano. Encantador como possa ser urgi-las, por assim dizer, a chance de tropeças em meio aos malabares é enorme.</strong></p>
<p><strong>Acho que o que tiramos disso é que devemos esquecer o deadline planejando umas morcegadas entre uma ou outra ambição e nos dedicar às de longo prazo. Além de termos muito mais tempo para sonhar e esperar suas conclusões da forma que nossas expectativas preferem antes de – talvez – descobrir que não era tão bom assim, temos a possibilidade de remodelar os sonhos conforme vão se mostrando – o que não pode ser feito com as conquistas urgentes, atropeladas de curto prazo.</strong></p>
<p><strong>No mais, se por acaso você que tenha concordado e decidido viver para a década acabou contraindo algum mal terrível que o fará ter poucos dias, semanas ou meses de vida, pense na vantagem da situação. Sabendo o prazo de antemão você pode priorizar os seus projetos com maestria e se dedicar ao que é importante, mesmo sendo cotidiano – urgências.</strong></p>
<p><strong>Talvez por saber que vai morrer você consiga dizer à seu filho, irmão, mulher, pai, papagaio&#8230; algo que já deveria ter sido dito há tempos. Mesmo com o “deadline” curto você pode acabar provando que se pode fazer bem mais esmerado em pouco tempo que gente que tem a tal “vida toda” para procastinar.</strong></p>
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