Comentários
28/09/2010
Caros anônimos que visitam meu blog, por motivo qualquer que seja, venho vos falar.
É claro, pra qualquer um que verificar a data de postagem do último post, especialmente se observar a diferença de intervalo entre os posts regulares do passado e este que acabo de colocar, que o processo de escrever por aqui anda meio abandonado.
O problema não é apenas escrever por aqui, claro, mas escrever na vida em geral. Por algum motivo que vivo tentando identificar, não tenho me sentido atraído o suficiente pelas teclas para batê-las por aqui. Fato é que, mesmo abandonada a publicação de novos materiais, sempre passo por aqui pra dar uma olhadela se alguma alma perdida andou passeando pelos meus quintais ou, muito mais raro, se alguém se identificou o suficiente com algo pra me deixar um comentário qualquer.
Claro que o teor dos comentários me afeta, mas o simples fato de alguém ter se importado em comentar me parece mais importante. Afinal, nenhum ser-humano está livre da ação de reforços. Os comentários reforçam a minha postagem. Não vou começar a esmiuçar os motivos pelo qual o reforço é funcional e afins, mas minha curiosidade relativa ao blog é, sem dúvida, do impacto que qualquer coisa que eu expresse – conseqüentemente, qualquer coisa que percebi de determinada forma em algum momento – afetou o leitor, você, portanto.
De qualquer maneira fica aqui o pedido, independente do quê você seja partidário, para deixar um comentário furioso, baixo e ofensivo, ou elogioso, meloso e sedoso… bem como qualquer coisa entre os extremos.
Enquanto isso, vou me apoiando nos possíveis incentivos de estranhos anônimos – ou me destroçando na crueldade crítica dos mesmos – e prometo voltar a colocar alguma coisa aqui, de tempos em tempos. Não que eu ache que a informação seja vital à você, mas, seja como for, se não lhe interessa, prometo ao wordpress! – Esse blog ainda ouvirá de mim.
Cara, eu tenho a mesma relação com o meu blog. Escrever toma muito tempo e além do mais, eu vi uma citação de Dr. Samuel Johnsohn que dizia o seguinte: “No man but a blockhead ever wrote except for money.” A tradução disso é “Só um estúpido escreve por outro motivo que não dinheiro”. Acho que faz sentido esse pensamento. Mas queria te contar como cheguei ao teu blog. Estava procurando no google uma frase que ouvi a Fernanda Torres dizer em uma entrevista há uns 20 anos atrás, quando ela fez Marvada Carne, e afrase era a seguinte: “…e eu suando bicas à luz da glória…” Eu queria saber se ela estava usando uma expressão ou se havia criado uma expressão que só se encaixava naquele contexto da filmagem de Marvada Carne, pois eu lembro de ter usado diversas vezes essa expressão depois de te-la ouvido. E, como eu imaginava, a tal expressão não existe no google. Só se fala em “suar em bicas”, mas ninguém completa com “à luz da glória”. Eu acho que a tal “luz da glória” a que ela se referia eram os fresnéis usados pelo fotógrafo na iluminação do filme. Já deu pra sacar que eu não escrevo por dinheiro, né? hehehe